quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Ah, fumarás demais, beberás em excesso, aborrecerás todos os amigos com tuas histórias desesperadas, noites e noites a fio permanecerás insone, a fantasia desenfreada e o sexo em brasa, dormirás dias adentro, noites afora, faltarás ao trabalho, escreverás cartas que não serão nunca enviadas, consultarás búzios, números, cartas e astros, pensarás em fugas e suicídios em cada minuto de cada novo dia, chorarás desamparado atravessando madrugadas em tua cama vazia, não consegurás sorrir nem caminhar alheio pelas ruas sem descobrires em algum jeito alheio o jeito exato dele, em algum cheiro estranho o cheiro preciso dele(...)
Frágil – você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. Para que o protejam, para que sintam falta. Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. Um dia mandará um cartão-postal de algum lugar improvável. Bali, Madagascar, Sumatra. Escreverá: penso em você. Deve ser bonito, mesmo melancólico, alguém que se foi pensar em você num lugar improvável como esse. Você se comove com o que não acontece, você sente frio e medo. Parado atrás da vidraça, olhando a chuva que, aos poucos começa a passar.
Chorar por tudo que se perdeu, por tudo que apenas ameaçou e não chegou a ser, pelo que perdi de mim, pelo ontem morto, pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me amaram, pelo que tentei ser correto e não foram comigo. Meu coração sangra com uma dor que não consigo comunicar a ninguém, recuso todos os toques e ignoro todas tentativas de aproximação. Tenho vergonha de gritar que esta dor é só minha, de pedir que me deixem em paz e só com ela, como um cão com seu osso.
A única magia que existe é estarmos vivos e não entendermos nada disso. A única magia que existe é a nossa incompreensão.
A única magia que existe é estarmos vivos e não entendermos nada disso. A única magia que existe é a nossa incompreensão.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Posso te falar dos sonhos
Das flores
De como a cidade mudou
Posso te falar do medo
Do meu desejo, do meu amor...
Das flores
De como a cidade mudou
Posso te falar do medo
Do meu desejo, do meu amor...
Posso falar da tarde que cai
E aos poucos deixa ver
No céu a Lua
Que um dia eu te dei...
E aos poucos deixa ver
No céu a Lua
Que um dia eu te dei...
Gosto de fechar os olhos
Fugir no tempo
De me perder
Posso até perder a hora
Mas sei
Que já passou das seis...
Fugir no tempo
De me perder
Posso até perder a hora
Mas sei
Que já passou das seis...
Sei que não há no mundo
Quem possa te dizer
Que não é tua
A Lua que eu te dei...
Quem possa te dizer
Que não é tua
A Lua que eu te dei...
Pra brilhar
Por onde você for
Me queira bem
Durma bem
Meu Amor...
Por onde você for
Me queira bem
Durma bem
Meu Amor...
A LUA QUE TE DEI - IVETE SANGALO
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
terça-feira, 19 de outubro de 2010
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
sábado, 9 de outubro de 2010
Nem tudo é como você quer
Nem tudo pode ser perfeito
Pode ser fácil se você
Ver o mundo de outro jeito
Nem tudo pode ser perfeito
Pode ser fácil se você
Ver o mundo de outro jeito
Se o que é errado ficou certo
As coisas são como elas são
Se a inteligência ficou cega
De tanta informação
As coisas são como elas são
Se a inteligência ficou cega
De tanta informação
Se não faz sentido, discorde comigo
Não é nada demais, são águas passadas
Escolha uma estrada
E não olhe, não olhe prá trás
Não é nada demais, são águas passadas
Escolha uma estrada
E não olhe, não olhe prá trás
Não Olhe Pra Trás
Capital Inicial
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
É sempre amor, mesmo que acabe
Com ele aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou
Com ele aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou
Para conversar
Nunca é muito tarde pra ligar
Ele pensa nela
Ela tem saudade
Mesmo sem ter esquecido que
Nunca é muito tarde pra ligar
Ele pensa nela
Ela tem saudade
Mesmo sem ter esquecido que
É sempre amor, mesmo que acabe
Com ele aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou
Com ele aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou
Bidê ou Balde - Mesmo que mude.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Eu pensei que pudesse esquecer certos velhos costumes,
Eu pensei que já nem me lembrasse de coisas passadas.
Eu pensei que pudesse enganar à mim mesma dizendo que essas coisas da vida em comum não ficavam marcadas.
Não pensei que me fizessem falta umas poucas palavras dessas coisas simples que dizemos antes de dormir.
De manhã um "bom dia", na cama a conversa informal, o beijo, depois o café, o cigarro, o jornal.
Os costumes me falam de coisas e fatos antigos.
Não esqueço das tardes alegres com nossos amigos.
Um final de programa, fim de madrugada, o aconchego na cama, a luz apagada.
Essas coisas só mesmo com o tempo se pode esquecer.
Então eu me vejo sozinha, como estou agora e respiro toda liberdade que alguém pode ter.
De repente ser livre até me assusta, me aceitar sem você, certas vezes me custa.
Como posso esquecer dos costumes se nem mesmo me esqueci de você?
Maria Bethania - Costumes
(MÃE)
Eu pensei que já nem me lembrasse de coisas passadas.
Eu pensei que pudesse enganar à mim mesma dizendo que essas coisas da vida em comum não ficavam marcadas.
Não pensei que me fizessem falta umas poucas palavras dessas coisas simples que dizemos antes de dormir.
De manhã um "bom dia", na cama a conversa informal, o beijo, depois o café, o cigarro, o jornal.
Os costumes me falam de coisas e fatos antigos.
Não esqueço das tardes alegres com nossos amigos.
Um final de programa, fim de madrugada, o aconchego na cama, a luz apagada.
Essas coisas só mesmo com o tempo se pode esquecer.
Então eu me vejo sozinha, como estou agora e respiro toda liberdade que alguém pode ter.
De repente ser livre até me assusta, me aceitar sem você, certas vezes me custa.
Como posso esquecer dos costumes se nem mesmo me esqueci de você?
Maria Bethania - Costumes
(MÃE)
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